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BCE concorda com 'banco mau' mas avisa que não resolve todos os problemas

Danièle Nouy, presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), afirma, todavia, que este veículo não vai resolver todos os problemas

A presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Danièle Nouy, aplaudiu esta segunda-feira a criação de um ‘banco mau’ para o malparado defendida pela Autoridade Bancária Europeia (EBA), alertando para que esse veículo não vai resolver todos os problemas.

"Estou satisfeita que Andrea Enria [presidente da EBA] tenha colocado o tema em cima da mesa, porque quando se tem uma quantidade de créditos problemáticos como a existente na zona euro, precisamos de todas as ferramentas disponíveis", disse Danièle Nouy em conferência de imprensa.

No entanto, a presidente do Conselho de Supervisão do BCE afirmou que o banco mau "não vai ser a cura para todos os males, não vai solucionar todos os problemas".

Danièle Nouy instou os legisladores da zona euro a modificar o enquadramento legal para que seja possível uma rápida resolução dos empréstimos de rentabilidade duvidosa.

Na zona euro, o rácio destes empréstimos face ao crédito total concedido reduziu-se para 6,5% no terceiro trimestre de 2016, face ao rácio de 7,3% registado no mesmo período do ano anterior.

Estes créditos, disse, são "um grave problema" em alguns países, porque dificultam a rentabilidade dos bancos e limitam a sua capacidade de fornecer financiamento para a economia".

Para a responsável do BCE, "é necessário que os bancos disponham de uma estratégia clara de redução destes empréstimos, que inclua objetivos ambiciosos, mas realistas, e que estabeleça estruturas operacionais e de governo pertinentes".