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Vão nascer 75 novos hotéis até 2018

Lisboa vai continuar a liderar a nova oferta hoteleira, mas a dinâmica distribui-se por todo o país

Marisa Antunes

Jornalista

A Madeira é uma das regiões preferidas pelos turistas — em 2016 registou 
7,3 milhões de dormidas

A Madeira é uma das regiões preferidas pelos turistas — em 2016 registou 
7,3 milhões de dormidas

Octávio Passos

O turismo está imparável e continua a suscitar novas aberturas de unidades hoteleiras. Depois de 43 novos hotéis terem surgido no ano passado (quase quatro por mês, em média) de norte a sul do país, mais 75 estão na calha para surgir nos próximos dois anos.

Contas feitas pela consultora Cushman&Wakefield (CW) no seu mais recente “Business Briefing — Atividade Turística Portugal” mostram que estas 75 unidades vão representar 5600 quartos adicionais.

“Lisboa absorve uma boa parte desta oferta — cerca de 42% do total”, especifica Marta Esteves Costa, responsável pelo departamento de consultoria da CW. Segue-se o Algarve com 18%, o Porto com 14%, a região Centro com 11%, Madeira situa-se nos 6%, Alentejo nos 2% e os Açores com 1%. A maioria (83%) são unidades de quatro e cinco estrelas.

Números já apurados pela CW referente a mais de metade da futura oferta (55%) dão conta de que estão previstos €1268 milhões para estes 41 hotéis.

Para a responsável, este acréscimo é um “sinal positivo”: “Basta olhar para os indicadores da procura — o número de visitantes em 2016 aumentou 9,8% em comparação com igual período do ano anterior, situando-se nos 19,1 milhões. Portugal está a captar uma procura sustentada, que começou por chegar por via do receio das ameaças terroristas em outros países, mas que agora nos chega por mérito próprio”.

Em valores absolutos Lisboa, Algarve e Madeira continuaram a ser os três primeiros destinos nacionais, respetivamente com 18,1, 13,1 e 7,3 milhões de dormidas.

Proprietários 
estrangeiros dominam

Também a consultora Worx revelou esta semana no seu relatório WMarket 2017 o número de transações ocorridas no mercado de investimento hoteleiro no último ano — €156 milhões em 19 transações.

Em relação à origem do capital, nos últimos 11 anos, houve uma mudança substancial: “Nessa altura, 53% do capital tinha origem nacional e 47% internacional. Em 2016, verificou-se uma inversão dessa tendência, com o capital internacional a representar 58% nas transações hoteleiras no país. Em 2017, além de Lisboa ou Porto, todas as outras regiões do país entram na órbita dos investidores devido ao excelente e premiado desempenho do turismo, bem como à escassez de oportunidades nestas cidades”, conclui-se no estudo da Worx.