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A Sonae do Paulo faz 10 anos

A 15 de março, na conferência anual de apresentação dos resultados, Paulo Azevedo vestiu literalmente a camisola – neste caso a camisa e o casaco (da marca MO), as calças (da Salsa) e as sapatilhas (da Berg). Tudo marcas detidas pela Sonae

Rui Duarte Silva

Liderança de Paulo Azevedo tem sido marcada pelo pragmatismo, muito menos intervenções públicas do que o seu pai e aposta forte na internacionalização, com África no horizonte

Tem alguma sugestão para apresentar a Paulo Azevedo, o presidente do grupo Sonae, com um peso de 4% no PIB português, considerando o universo de empresas sob a sua influência de controlo? À pergunta do Expresso, Rui Bárbara, gestor de ativos do Banco Carregosa, não hesita em recomendar “mais e melhor comunicação com os investidores”, talvez até a organização de um “dia do investidor num mercado internacional como Londres”. José Mota Freitas, analista e diretor adjunto da CaixaBI, prefere não dar conselhos, “até porque cada gestor tem o seu estilo”, mas reconhece que “uma comunicação mais direta com os investidores poderia ser uma mais-valia”.

No seu caso, acompanha a empresa há cinco anos e nunca se cruzou com Paulo Azevedo. Não será de estranhar, uma vez que o presidente do grupo Sonae e copresidente executivo, ao lado de Ângelo Paupério, faz questão de reduzir a sua exposição pública ao mínimo exigido pelo cargo que ocupa à frente do maior empregador privado português. E ao assumir este perfil discreto terá, desde logo, traçado a principal fronteira entre a sua gestão e a do pai, conhecido pelo estilo impetuoso e abrasivo.

Em tudo o resto “a transição foi tranquila” e o desempenho do grupo Sonae sob o comando de Paulo Azevedo merece nota positiva dos analistas contactados pelo Expresso, pelo pragmatismo e visão de futuro demonstrada.

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