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Gigantes estrangeiros assumem boicote a Portugal

A BlackRock é o maior investidor do mundo e lidera, com o gigante das obrigações PIMCO, o grupo de credores que está a pressionar Portugal por causa da dívida do BES

Eduardo Munoz / Reuters

Grupo de megainvestidores internacionais ameaça não investir em Portugal por causa das obrigações do Novo Banco

O que acontece quando o banco central de um dos países mais endividados do mundo decide declarar guerra aos maiores financiadores globais? Foi o que aconteceu a 29 de dezembro de 2015 quando o Banco de Portugal decidiu transferir algumas obrigações sénior do Novo Banco para o BES ‘mau’. Resultado: um grupo de cerca de 20 grandes investidores internacionais que sofreu perdas com essas obrigações decidiu fazer um boicote a Portugal. Agora, o grupo, liderado pela BlackRock e pela PIMCO, garante que vai manter esse boicote até as autoridades portuguesas aceitarem negociar um acordo para compensar ou minimizar as perdas registadas com aquelas obrigações. “Portugal tem vindo a pagar a fatura da decisão do Banco de Portugal sob a forma de juros mais altos na dívida soberana, dificuldade na venda de ativos e maiores custos no financiamento da banca”, diz ao Expresso o porta-voz do grupo de investidores. “Não compramos Portugal. Não compramos dívida portuguesa. Vamos manter essa proibição com disciplina”, afirmou.

E a pressão pode aumentar à medida que o Banco Central Europeu (BCE) começar a diminuir a compra de dívida dos países da região. Porque o país vai precisar de compradores para a sua dívida. “A decisão do Banco de Portugal continua e vai continuar a ter custos para todos os portugueses, bancos e empresas do país”, disse a mesma fonte.

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