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Banco de Portugal separa Montepio do risco do mutualista

Supervisor controla operações. Banco poderá ter novos acionistas do sector social. Marca muda. Clientes da Mútua separados

Lembra-se do “ring fencing”? Esqueça, não vai ouvir este termo, que deixou traumas na separação entre o BES e o GES, mas o sentido é o mesmo: o Banco de Portugal quer garantir que não há contágios entre os riscos da dona do banco e o banco. Isto é, entre a Associação Mutualista Montepio e o Caixa Económica Montepio Geral. Tanto que o banco vai mudar de nome, vai poder ter novos acionistas, haverá separação do perfil dos clientes entre os detentores de produtos financeiros da Mútua e os que são apenas clientes do banco, e a idoneidade dos administradores está debaixo de olho.

O Banco de Portugal está discretamente a entrar em cena no único teatro que é o seu: o banco Montepio. O supervisor não tem poderes sobre a Mutualista, que está sob a alçada do Ministério do Trabalho. O Governo está a acompanhar o caso ao nível do próprio primeiro-ministro, que tem como principal objetivo manter a estabilidade do sector financeiro. O mesmo objetivo do Banco de Portugal.

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