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Bolsa. Ontem o BCP, hoje a Mota-Engil

Os lucros da Mota-Engil em 2016, retirando os ganhos extraordináros, devem ficar em linha com os de 2015

Ontem o BCP, hoje a Mota-Engil. É bom para a cotação as empresas estarem nas notícias pelas melhores razões. Na sessão de quinta-feira o BCP subiu 4,9% depois de uma análise do Caixa BI concluir por um potencial de valorização de 50%, apontando como referência uma cotação de 25 cêntimos. Esta sexta-feira, o BCP permanece em modo de valorização (+0,65%).

Hoje é a vez da Mota-Engil. A meio da sessão valoriza mais de 4%. O que explica a subida, se o conglomerado de construção até revelara uma estimativa de receita inferior ao previsto e desiludira o mercado? A Caixa BI divulgou uma nota aparentemente favorável, admitindo que as mais-valias obtidas com a alienação de participações permitirão quadriplicar os lucros (86 milhões de euros) face a 2015.

Ganhos extraordinários

Mas, é preciso escrutinar o que diz a análise do Caixa BI. Sem os ganhos extraordinários (76 milhões) o banco de investimentos calcula que o resultado líquido fique em linha com 2015. Além disso, no caso da Mota-Engil, os analistas admitem sempre que "os indicadores são muito voláteis, dificultando as comparações de desempenho". Os analistas reconhecem o "plano ambicioso" da Mota-Engil, mas não têm a certeza que ele seja realizado na íntegra.

Contrato em Moçambique

A semana passada, a Mota-Engil beneficiara de uma nova notícia, essa sim estimulante, desta vez com origem em Moçambique. A Thai Mozambique Logistic confirmara a assinatura em abril de um contrato de 2,3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) para a construção de uma linha férrea e do porto de águas profundas de Macuse, com um consórcio luso-chinês, com a participação da construtora da família Mota.

JM pressionada

Na sua nota diária, o Haitong Bank dá conta de uma forte pressão concorrencial de retalhistas na Colômbia, ameaçando a rentabilidade do negócio da Jerónimo Martins (JM) no país.

O banco assinala que o reforço de outros operadores que conhecem o mercado é "potencialmente negativo" para a cadeia Ara da JM, admitindo que o grupo português vai acelerar a expansão em novas regiões, fora de Bogotá. Esta sexta-feira a cotação da JM segue inalterada.