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Estoril ‘acelera’ startups de 63 países no verão

Estoril vai acolher entre 16 de julho e 4 de agosto o European Innovation Academy (EIA), o maior programa europeu universitário de aceleração de startups tecnológicas da Europa que contará com 400 participantes de 63 nacionalidades

João Ramos

João Ramos

Jornalista

Criar, em três semanas, 50 novos projetos inovadores é o objetivo da European Innovation Academy (EIA) que vai decorrer pela primeira vez em Portugal entre 16 de julho e 4 de agosto.

A iniciativa, que reunirá alguns dos melhores estudantes universitários de conceituadas universidades americanas, asiáticas e europeias, contará com 400 participantes, de 63 nacionalidades, oriundos de 40 universidades.

Este programa de apoio ao empreendedorismo tem a participação de aceleradoras de Silicon Valley e é desenvolvido em colaboração com instituições universitárias de relevo como a UC Berkeley e a Universidade de Stanford e algumas das mais importantes empresas de tecnologia (por exemplo, a Google).

"Estabelecemos um acordo valido até 2021 com a European Innovation Academy até e com a Nova SB. Numa primeira fase vai instalar-se no Centro de Congressos dos Estoril depois vai funcionar no novo campus da Nova em Carcavelos", revela Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Além do município de Cascais, o EIA estabeleceu parcerias com o Banco Santander Totta, com a Universidade Nova de Lisboa e com o Beta-i, associação de apoio ao empreendedorismo.

"Vão ser três semanas de trabalho intensivo, que incluem o desenvolvimento de protótipos, a angariação de clientes e a realização de um pitch para financimento", refere Alar Kolk, Presidente da EIA, Alar Kolk, sublinhando que a iniciativa contará também com a participação de 50 oradores internacionais, entre professores, investidores e mentores.

Na prática, os estudantes formam equipas de empreendedores, que são enquadradas num ecossistema multicultural constituído por formadores, mentores e empresas de capital de risco. O objetivo é, em três semanas, criar 50 projetos em áreas como smart devices (equipamentos inteligentes), big data, internet das coisas, impressão 3D e aplicações web – que possam ser apresentadas aos investidores que estarão em Portugal para esse efeito.

“É preciso trazer para Portugal novas ideias, cultivar competências empreendedoras e um novo dinamismo em termos de negócios, pois só assim podemos trazer valor acrescentado ao nosso país", diz Inês Oom de Sousa, administradora do Banco Santander Totta.

Os programas de formação em empreendedorismo do EIA começaram na Estónia em 2012 com o apoio da Skype e da Microsoft em conjunto com universidades (UC Berkeley, Stanford University) e empresas (Google, Amadeus, IBM, CA entre outras). Atualmente, programas similares ocorrem em Nice e Turim.