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Fitch prevê “significativas melhorias” BPI, CGD, BCP e Montepio só “a médio prazo”

nuno fox

A agência de rating salienta que “o fraco ambiente operacional em Portugal conduziu a uma deterioração da métrica da qualidade dos ativos bancários e as persistentes baixas taxas de juro comprimiram as margens”

A agência de notação financeira Fitch considerou que BPI, CGD, BCP e Montepio só vão apresentar “significativas melhorias” no seu perfil creditício “a médio prazo”, em análise divulgada na quinta-feira.

No documento, ao Banco BPI é atribuída a nota de longo prazo BBB-, à Caixa Geral de Depósitos e ao Banco Comercial Português BB- e à Caixa Económica Montepio Geral a de B. Sobre todos os bancos, a Fitch classifica como estável a respetiva perspetiva.

As notas BBB significam boa qualidade de crédito, as BB especulativo e as B altamente especulativo.

No seu texto, a agência de rating salientou que “o fraco ambiente operacional em Portugal conduziu a uma deterioração da métrica da qualidade dos ativos bancários e as persistentes baixas taxas de juro comprimiram as margens”.

A Fitch mencionou também que “todos os quatro bancos estão a reestruturar de forma ativa as suas atividades para melhorarem a eficiência e reforçarem a débil geração interna de capital”.
Mas, relativizou, “melhorias significativas no perfil creditício destes bancos só serão conseguidas no médio prazo”.

Em comunicado colocado no sítio da Comissão do Mercado de valores Mobiliários, ao fim da noite, a Caixa Económica Montepio Geral ('CEMG') noticiou esta ação da Fitch, destacando a confirmação do rating de longo prazo da CEMG em B e perspetiva (outlook) estável.

A CEMG destacou que a agência sublinhou a sua capacidade de “reestruturar ativamente o seu perfil de negócio, melhorar os níveis de eficiência e a capacidade de geração endógena de capital, não obstante a difícil conjuntura económica portuguesa e o persistente baixo nível das taxas de juro na Europa, que tem condicionado a atividade bancária em geral”.

Mas, no seu comunicado, a Fitch também aponta várias vulnerabilidades a este banco, como estar a perder dinheiro desde 2013, em resultado de “receitas decrescentes, grande base de custos e elevadas desvalorizações de ativos”, e de a base da sua rentabilidade ser fraca e muito sensível à conjuntura.