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Emissões de CO2 do sector energético estão “congeladas” há três anos

Will Rose/EPA

Em 2016 as emissões globais associadas à produção energética permaneceram estáveis, sendo o terceiro ano consecutivo sem aumento do CO2, apesar do crescimento económico mundial

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) diretamente ligado ao sector energético permaneceram em 2016 nas 32,1 gigatoneladas, o mesmo nível verificado em 2015 e 2014, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

A AIE realça que o sector da energia conseguiu estabilizar as suas emissões poluentes, mesmo num contexto de crescimento económico mundial da ordem dos 3,1%, segundo as estimativas da organização.

De acordo com a mesma fonte, as emissões de CO2 baixaram em 2016 nos Estados Unidos da América e na China (os dois maiores consumidores mundiais de energia e também os maiores emissores de dióxido de carbono), ficando estáveis na Europa. No resto do mundo houve algum aumento das emissões.

Nos Estados Unidos as emissões de CO2 em 2016 baixaram 3% (160 milhões de toneladas), apesar de a economia ter crescido 1,6%, o que a AIE justifica com o maior recurso norte-americano ao gás de xisto e a fontes renováveis, em detrimento do carvão.

"Estes três anos de emissões estáveis numa economia global em crescimento sinalizam uma tendência emergente que é certamente motivo para otimismo, mesmo sendo ainda demasiado cedo para dizer que as emissões globais atingiram já, em definitivo, o seu pico", comentou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, em comunicado.