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Sonae apresenta as contas de um ano de “significativo progresso”

Volume de negócios cresce 7,2%. Lucros aumentam 25,6%. Investimento soma 1,19 milhões por dia

"O ano de 2016 foi para a Sonae um ano de significativo progresso no desenvolvimento da estratégia corporativa e das diferentes áreas de atividade", com resultados muito relevantes em termos de crescimento e reforço das posições competitivas dos principais negócios", afirma Ângelo Paupério, Co-CEO do grupo, no comunicado de apresentação dos resultados.

Em números, o grupo da Maia fechou o último exercício com um crescimento de 7,2% do volume de negócios consolidado face a 2015, para os 5,37 mil milhões de euros, a beneficiar do desempenho do segmento do retalho que passou, pela primeira vez, a barreira dos cinco mil milhões de euros.

O EBITDA aumentou 5,9% ou 23 milhões de euros, para os 416 milhões, os lucros engordaram 25,6%, para somarem 222 milhões de euros, o resultado direto totalizou 148 milhões (mais 15,9%), e os resultados indiretos atingiram 74 milhões, um valor que reflete o "contributo da Sonae Sierra e de um conjunto de movimentos relacionados com transações realizadas em ativos financeiros", refere o comunicado.

No investimento realizado, o grupo liderado por Paulo Azevedo apresenta o valor de 437 milhões de euros o que equivale a uma média de 1,19 milhões/dia, compara com os 300 milhões investidos no ano passado e abarca a abertura de 25 lojas Continente Bom Dia, um hipermercado Continente e 25 lojas da Wells, por parte da Sonae MC, a aquisição da Salsa, na Sonae SR, e aquisições na área das tecnologias (InovRetali e Armiliar Venture Partners) na Sonae IM.

Sobre a Sonae MC, o grupo destaca, ainda, a aquisição da Go Natural e refere que o volume de negócios ascendeu a 3,687 mil milhões de euros (mais 5,6%). No retalho especializado, a Sonae SR registou um volume de negócios de 1,4 mil milhões de euros (mais 11,1%).

Nas telecomunicações, a NOS viu o volume de negócios aumentar 4,9%, para 1,5 mil milhões, enquanto a Sonae Sierra, nos centros comerciais, manteve a estratégia de reciclagem de capital como motor de crescimento futuro e viu os lucros aumentarem 27,9%, para 91 milhões de euros.

Na Sonae IM, unidade de Gestão de Investimentos, o negócio de tecnologia cresceu 1,6%, para os 117 milhões de euros. Já a Sonae RP, dedicada ao imobiliário de retalho, "continuou a implementar a sua estratégia de monetização de ativos", tendo completado 4 operações de Sale & Leaseback que resultaram num chash flow de 251 milhões de euros, representando ganhos de capital de 70 milhões

A dívida líquida fechou o ano nos 1,215 mil milhões de euros, menos 6% ou 78 milhões de euros que em 2015, num desempenho que a empresa considera traduzir o "foco em apresentar uma estrutura de capital robusta". "A Sonae continuou a cumprir o objetivo de não possuir necessidades de refinanciamento para os 18 meses seguintes, tendo, ao mesmo tempo, melhorado as suas condições gerais de financiamento", diz o comunicado.

Outro número apresentado no balanço do ano refere-se aos trabalhadores. A Sonae tinha 40 mil funcionários no final do ano, tendo criado mais de dois mil postos de trabalho, ao mesmo tempo que alargou a sua presença para 89 países.

Considerando o conjunto de empresas sob influência de controlo da Sonae, o volume de negócios totalizou 7,1 mil milhões de euros (mais 6%), o EBITDA passou os mil milhões (mais 4,2%) e o investimento aproximou-se dos 900 milhões de euros.

Assim, e considerando o comportamento do grupo nos seus diferentes negócios, Ângelo Paupério acredita que a Sonae entrou em 2017 " como uma empresa melhor, mais sólida, com um portfólio melhorado e acrescido conforto com a sua estratégia".