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Empresas portuguesas continuam preocupadas com instabilidade política

O risco de instabilidade política ou social é apontada, pelos empresários, como o principal risco que enfrentam em 2017, de acordo com estudo da Marsh

As empresas portuguesas consideram que o principal risco que enfrentam em 2017 é o da instabilidade política ou social, seguido dos ataques cibernéticos, da concorrência, da crise financeira e dos ataques terroristas, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira.

No estudo da consultora Marsh 'A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos 2017', mantém-se na liderança o mesmo risco do ano passado: a instabilidade política ou social, que desceu, no entanto, entre os dois anos, um ponto percentual, de 48% para 47%.

“De destacar a elevada subida no top do risco ataques cibernéticos, passando a ocupar a segunda posição em vez da quinta”, refere o estudo que abrangeu cerca de 150 empresas em Portugal de vários setores de atividade.

Segundo a Marsh, a gestão de riscos, nos últimos anos, tem vindo a assumir um papel de maior relevância para as empresas portuguesas: “As percentagens das que admitem dar pouca ou nenhuma importância à gestão de riscos tem estabilizado ou diminuído ligeiramente”.

Contudo, acrescenta, “apenas 35% afirma ser elevada e 46% afirma que dá suficiente importância à gestão de riscos”.

Relativamente ao valor orçamentado para a gestão de riscos nas empresas, segundo as respostas ao estudo da Marsh, 2% das empresas inquiridas diz que este valor diminui, 16% afirma não saber e 28% admite que aumentou.

A maioria, equivalente a 54%, afirma que estabilizou, conclui.

“Continua a ser fundamental que as organizações em todo o mundo, e em particular as empresas portuguesas, se foquem nos riscos globais e emergentes e que testem a eficácia das suas medidas de mitigação dos riscos, por forma a não comprometerem a continuidade dos seus negócios, através ou decorrente de uma perda inesperada”, conclui a consultora.