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António Mexia recebeu €5.578 brutos por dia no ano passado

António Mexia classificou 2016 como “um ano bom para o grupo EDP”

Nuno Botelho

Presidente executivo da EDP teve em 2016 uma redução de 6% no montante global auferido como líder da elétrica portuguesa, mas manteve uma remuneração superior a dois milhões de euros

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente executivo da EDP, António Mexia, auferiu em 2016 um montante global de 2,04 milhões de euros, o equivalente a 5.578 euros brutos por dia, de acordo com o relatório de governo da sociedade publicado esta quinta-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A remuneração bruta do presidente da EDP fica 6% abaixo dos 2,18 milhões de euros recebidos no ano anterior (2015), que ficou marcado pela atribuição a António Mexia de um prémio extra de 360 mil euros pelos resultados do mandato de 2012 a 2014.

Quanto a 2016, António Mexia recebeu 984 mil euros de remuneração base e 396 mil euros de remuneração variável relativa ao desempenho de 2015. Adicionalmente, o gestor foi premiado com 656 mil euros de remuneração variável diferida relativa ao exercício de 2013.

Globalmente, o conselho de administração executivo da EDP recebeu em 2016 o montante de 10,87 milhões de euros, um valor superior aos 10 milhões de euros que a EDP reportou em 2015 como gastos com os seus administradores executivos.

O atual conselho de administração da EDP termina o seu mandato no final deste ano. António Mexia cumpre o seu quarto mandato consecutivo como presidente executivo da elétrica.

Catroga arrecadou 515 mil euros

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, Eduardo Catroga, por seu lado, recebeu pela presidência não executiva do grupo o montante de 515 mil euros, uma cifra que fica ligeiramente acima dos 490 mil euros de 2015.

No Conselho Geral da EDP, onde têm assento os representantes dos acionistas da elétrica, o segundo membro mais bem pago foi António Gomes Mota (120 mil euros), seguido de João Carvalho das Neves (100 mil euros) e Luís Amado (95 mil euros).

No total, o Conselho Geral recebeu 1,9 milhões de euros em 2016, valor que contempla apenas remuneração fixa (a remuneração variável é paga apenas ao conselho de administração executivo, em função dos resultados obtidos pela empresa).