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Portugal colocou dívida de curto prazo a juros negativos e mais baixos

Segundo Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, foram colocados 1250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, em ambos os prazos a taxas de juro negativas e inferiores às registadas no anterior leilão

Portugal colocou esta manhã 1250 milhões de euros, montante mínimo anunciado, em Bilhetes do Tesouro a seis e a 12 meses, a taxas de juro negativas e inferiores às dos anteriores leilões comparáveis, foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na Bloomberg, a 12 meses foram colocados 1000 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) à taxa de juro de -0,112%, de novo negativa e inferior à registada em 18 de janeiro de 2017, quando foram colocados 1400 milhões de euros a uma taxa de juro de -0,047%.

A seis meses, foram colocados 250 milhões de euros em BT à taxa de -0,158%, mais negativa do que a verificada também em 18 de janeiro, quando foram colocados 350 milhões de euros a -0,091%.

A procura atingiu 1932 milhões de euros para os BT a 12 meses, 1,93 vezes superior ao montante colocado, e 955 milhões de euros para os BT a seis meses, 3,82 vezes o montante colocado.

O IGCP tinha anunciado para esta quarta-feira dois leilões de BT a seis e a 12 meses entre 1250 milhões de euros e o montante máximo de 1500 milhões de euros, com maturidades em 22 de setembro de 2017 (seis meses) e em 16 de março de 2018 (12 meses).

Os leilões desta manhã já estavam previstos no programa de financiamento do IGCP a curto prazo no primeiro trimestre deste ano, sendo que esta é a terceira vez que a agência liderada por Cristina Casalinho foi ao mercado para emitir BT desde o início do ano, tendo conseguido arrecadar um total de 3000 milhões de euros nas duas idas ao mercado anteriores.