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Governo quer duplicar as receitas do turismo em dez anos

Gonçalo Rosa da Silva

Passar dos atuais €12,7 mil milhões para €26 mil milhões em receitas turísticas é a meta do plano para 2027 que o ministro da Economia apresentou esta tarde na abertura da Bolsa de Turismo de Lisboa, a feira do turismo português

É um plano que se propõe "liderar o turismo do futuro" e duplicar no espaço de 10 anos as receitas geradas com o sector no país, passando dos 12,7 mil milhões de euros de 2016 para 26 mil milhões, a Estratégia Turismo 2027 é apresentada esta tarde pelo ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral, na abertura oficial da Bolsa de Turismo de Lisboa. O evento começa esta quarta-feira na FIL para profissionais e abre ao público no fim de semana.

"Estimular a procura turística no país e nas várias regiões, aumentando o número de dormidas dos 53,5 milhões em 2016 para 80 milhões", é uma das metas do plano do Governo para 2027, cujo foco está em "alargar a atividade turística a todo o ano, propondo-se chegar a 2027 com o índice de sazonalidade mais baixo de sempre".

A "valorização das regiões e do território" e "assegurando que o turismo gera um impacto positivo nas populações residentes" é uma das principais tónicas do plano para os próximos dez anos, que também quer pôr o turismo a "impulsinar a economia" desenvolvendo vários outros sectores. Também são definidas neste plano "metas ambientais relativas à gestão da energia, água e energia por parte das empresas de turismo".

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, sublinha que este plano a 10 anos resulta de uma estratétia concertada e que envolveu os vários agentes do sector a nível nacional. “Esta é uma estratégia desenhada por todos, que se quer dinâmica, viva, transversal, atenta ao mercado e às suas tendências. Com ela, todos faremos de Portugal um país mais coeso, que se diferencia pelos seus recursos que não são deslocalizáveis e onde todos gostamos de viver e somos valorizados”.

A secretária de Estado do Turismo destaca ainda que “2016 demonstrou que o trabalho focado, com objetivos claros e articulado permite atingir resultados que evidenciam que turismo tem capacidade para ser uma atividade sustentável ao longo do ano e para acrescentar valor".

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, frisa que “a atividade turística se deve estender de norte a sul do país e do litoral ao interior, e não se limitar aos destinos tradicionais”.

“No diagnóstico feito ao turismo foram identificados alguns pontos críticos, que merecem políticas públicas ativas, tais como empresas descapitalizadas, a persistência de baixos rendimentos dos trabalhadores no turismo; barreiras burocráticas ainda existentes, sazonalidade; necessidade de maior notoriedade em mercados internacionais, e são estes os pontos que pretendemos colmatar", salienta o presidente do Turismo de Portugal, sustentando ser "importante ouvir, debater e alinhar com os agentes do turismo as diversas atividades com as quais é necessário trabalhar em conjunto, pois a responsabilidade é de todos nós. A nossa ambição é que o turismo e a economia nacional beneficiem desta que é uma das atividades mais geradoras de riqueza e emprego em Portugal".

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