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Associados do Montepio tentaram alertar Governo para os seus problemas financeiros em 2016

Luís Barra

Um grupo de elementos da Associação Mutualista Montepio Geral pediu uma audiência ao Ministério do Trabalho para alertar o Governo para a difícil situação financeira da associação, mas só foram recebidos cerca de um ano depois, noticia o jornal online “Eco”

Um grupo de elementos da Associação Mutualista Montepio Geral pediu, em fevereiro de 2016, uma audiência ao Ministério do Trabalho para alertar o Governo para a difícil situação financeira da Associação, contudo o encontro só se concretizou em janeiro de 2017, segundo está a noticiar a publicação online “Eco”.

A Associação Mutualista Montepio Geral é o topo do Grupo Montepio e tem como principal empresa subsidiária a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), que desenvolve atividade bancária.

Em 2015 teve prejuízos de 393,1 milhões de euros, justificados com imparidades que teve de constituir para fazer face a eventuais perdas com a participação na CEMG e no Montepio Seguros (inclui a Lusitânia).

Quanto à CEMG, teve um prejuízo de 67,5 milhões de euros até setembro de 2016. As contas anuais ainda não são conhecidas.

Apenas no terceiro trimestre, entre julho e setembro de 2016, a instituição apresentou um lucro de 144 mil euros, tendo o Expresso divulgado que esse resultado foi conseguido em grande parte com uma operação financeira que posteriormente foi anulada.

A Associação Mutualista Montepio Geral é liderada por Tomás Correia, que durante anos acumulou a liderança da Caixa Económica, da qual saiu no verão de 2015, quando o Banco de Portugal forçou a separação da gestão.

Já o banco mutualista é desde então presidido por Félix Morgado e é conhecido que a relação entre os dois responsáveis não tem sido fácil.