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Exportações disparam 19,6% em janeiro

As importações também crescem, em 22,3%, diz o Instituto Nacional de Estatística

As exportações portuguesas de bens cresceram 19,6% em janeiro, comparativamente a período homólogo do ano passado anunciou esta segunda-feira o INE - Instituto Nacional de Estatística.

O ritmo de crescimento das importações foi superior ao das exportações e situou-se, em janeiro, nos 22,3%.

O INE refere que esta evolução "deve-se parcialmente à diferença no número de dias úteis do período de referência: janeiro de 2017 registou mais dois dias úteis do que os meses anterior e homólogo de 2016".

Com base nestes números, o défice da balança comercial de bens situou-se nos 941 milhões de euros em janeiro, mais 252 milhões que no mesmo mês de 2016, sublinha o INE.

Sem contabilizar os combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 17,1/ e as importações aumentaram 14,6%, o que significa que a balança comercial apresenta um saldo de negativo de 535 milhões de euros, menos 5 milhões do que um ano antes.

Do lado das vendas ao exterior, o comércio dentro da União Europeia aumentou 15,9% e, nos outros países cresceu 33%.

Na análise por categorias de bens, as estatísticas do INE mostram que a subida das exportações aumentaram em todos os segmentos, com destaque para os Fornecimentos Industriais (15,9%), Material de transporte e acessórios (25,1%) e Combustíveis e lubrificantes (59,7%). Do lado das importações, o aumento mais acentuado foi, também, nos Combustíveis e lubrificantes (106%).

Quanto aos países de destino, o INE refere um quebra nas exportações para Itália e indica que as maiores subidas foram registadas em Espanha (25,6%), Alemanha (52,6%) e França ((26,5%).

No ranking dos 10 maiores mercados, a principal diferença face a 2016 é a descida de Angola da 6ª para a 8ª a posição, e China foi substituída por Marrocos no último lugar.

Nas importações, apenas Espanha (-4,8%) e Itália (-4%) registaram descidas entre os principais fornecedores de Portugal. Angola e Estados Unidos saíram do top 10, onde foram substituídos pela Rússia e Brasil.