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“Não foi só no BES ou no BPN que houve má gestão. Também foi na Caixa”

O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, disse ainda este domingo à noite no seu habitual comentário na SIC, que o processo de venda do Novo Banco poderá estar concluído até ao final do mês

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes considera que os prejuízos apresentados pela Caixa Geral de Depósitos na sexta-feira são evidência de uma má gestão e incompetência semelhante à que se verificou em bancos privados como o BES ou o BPN, que tiveram de ser resgatados da falência.

"Estes valores [os prejuízos de 1,9 mil milhões de euros] são um choque. A verdade incoveniente é que isto prova que não foi apenas no BES ou no BPN que houve má gestão, incomptência e tudo isso. Também foi na Caixa. Também foi um banco público", disse este domingo à noite no seu habitual espaço de comentário na SIC.

Para Marques Mendes, "o Estado está a dois ou três anos atrasado", nas "operações de limpeza de balanço, de recapitalização e de reestruturação" da Caixa e considera que se o banco "fosse privado já tinha tido algumas intervenções".

Agora, diz, é preciso esclarecer como é que se chegam a estes números. "Tal como se andou a esclarecer o BPN ou o BES porque é que não se esclarece como é que se chegou a estes prejuízos na Caixa", questionou. E acrescentou que, se "foram créditos mal concedidos", então é preciso saber quemos concedeu e porquê.

Marques Mendes aproveitou ainda o espaço de comentário para, mais uma vez, falar do processo de venda do Novo Banco. O ex-líder do PSD considera que a operação está na recta final e que o processo deverá estar fechado já este mês. "Isto vai ter de ser feito tudo até ao final deste mês, 31 de março, porque um dos fundos que está no âmbito da Lone Star impôs esse prazo limite", disse.

Recorde-se que a norte-americana Lone Star foi a concorrente que passou à fase de negociações finais com o Estado e será, por isso, a empresa a comprar o Novo Banco, mas não os 100%. Tudo indica que ficará com 75%, sendo os restantes 25% para o Estado.