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Supervisor arrasa gestão do Montepio

José Félix Morgado substituiu Tomás Correia na presidência do Montepio em agosto de 2015

Alberto Frias

Relatório deteta várias irregularidades que não têm sido comunicadas ao Banco de Portugal

Nicolau Santos

Nicolau Santos

Diretor-Adjunto

A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) apresenta “um perfil de risco de nível elevado”, as suas exposições estratégicas “não garantem uma gestão sólida” e, quanto ao risco de crédito, verifica-se “uma consistente degradação da qualidade da carteira dos clientes”. Estas são algumas das conclusões do relatório do Banco de Portugal (BdP) sobre a supervisão à CEMG, relativas ao exercício de 2016, elaborado pelos técnicos Carlos Albuquerque e João Rosa e concluído em 12 de janeiro deste ano, a que o Expresso teve acesso.

Curiosamente, na entrevista que esta semana concedeu ao Público, o governador do BdP, Carlos Costa, diz que a CEMG “está a dar passos sérios no sentido de se transformar num pilar financeiro do terceiro sextor”, e que o que o preocupa “não é que o acionista (a Associação Montepio Geral) tenha problemas, é assegurar que o banco não está exposto ao acionista”. Em qualquer caso, Carlos Costa vai sublinhando que o acionista “não é supervisionado pelo BdP” e que também os produtos financeiros vendidos aos balcões da Caixa Económica “não são supervisionados por nós”. Crê, contudo, “que a entidade que o supervisiona (Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social) está consciente da necessidade de ser diligente e estar atenta à instituição - certamente que estará”.

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