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CGD. “Recapitalização é necessária mas não suficiente”

José Caria

Presidente da Caixa revela que os resultados deverão ser negativos até 2018

Paulo Macedo defendeu esta sexta-feira que o plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é vital para o banco regressar aos resultados positivos. O presidente da instituição pública falava durante a conferência de imprensa, onde foi anunciado que a CGD registou um prejuízo histórico de 1,859 milhões de euros em 2016, que segundo Macedo foi fortemente condicionado pelas imparidades de 3 mil milhões de euros.

“A recapitalização é uma condição necessária, mas não é suficiente para a rentabilidade da CGD. No dia a seguir não passará a ter resultados positivos”, declarou Paulo Macedo aos jornalistas, sublinhando que só quando “toda a transformação que tem que ser feita for materializada” é que a Caixa deixará de ter prejuízos.

O líder do banco revelou que o banco deverá ter resultados liquídos negativos até 2018, sendo que em 2017 o plano prevê um resultado recorrente positivo e um resultado líquido negativo.

E sustentou que a mudança das políticas de risco é essencial para o futuro da Caixa: “Se não houver mais rigor, o futuro da CGD não será aquele que queremos”, insistiu.

Ainda sobre o plano de reestruturação, Macedo reiterou que o banco tem objetivos em termos de redução do número de agências e de colaboradores. Até 2020, a CGD espera fechar 120 balcões e despedir 2200 trabalhadores através de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

No início da conferência de imprensa, Rui Vilar, chairman da CGD, admitiu por sua vez que 2016 não decorreu a “velocidade cruzeiro” para o banco, tendo sido antes um ano atípico, mas realçou a “grande confiança” e “resiliência” na instituição. Com o plano de recapitalização aprovado esta sexta-feira, é “possível olhar para o futuro a partir de um ponto de partida diferente”. “Há agora condições para apresentar um futuro diferente, digno desta instituição”, concluiu.