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2017 está a ser um ano negro para os CTT

Os CTT entregaram ontem mais más notícias aos investidores. O seu lucro caiu em 2016 e ficou abaixo do previsto por analistas. Desde o início do ano, os CTT perderam quase 27% do seu valor em Bolsa. Esta sexta-feira, as ações já chegaram a afundar 5,4% para um novo mínimo de sempre.

As ações dos CTT afundaram 5,4% em Bolsa esta sexta-feira, para um novo mínimo histórico, depois da empresa anunciar resultados desfavoráveis em 2016, elevando para quase 27% a desvalorização da empresa desde o início do ano.

Os CTT nunca valeram tão pouco em Bolsa e esta sexta-feira as ações desceram ao novo mínimo de sempre de 4,741 euros.

A empresa anunciou ontem uma queda de 14% do seu lucro líquido em 2016, para os 62,2 milhões de euros. Pressão nas receitas e custos com o novo Banco CTT pesaram nos resultados.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 24% pata 102 milhões de euros.

Analistas classificam os resultados dos CTT em 2016 como negativos e abaixo do previsto.

Em janeiro deste ano, os CTT já tinham supreendido os investidores com um segundo aviso em relação aos resultados de 2016 que levou as ações da empresa a afundar 14% na sessão de 30 de janeiro.

E no início de fevereiro, Rui Horta e Costa, administrador não executivo dos CTT e um nome proposto para um novo mandato, renunciou ao cargo depois de ter sido constituído arguido na Operação Marquês.

As ações dos CTT seguem a descer 3,55% para os 4,833 euros (12H00).

A descida dos CTT penaliza o índice PSI-20 que desliza 0,18% num dia positivo para as restantes praças europeias.

"Os CTT são o principal motivo pela performance mais fraca do índice nacional, estando a ser penalizados por uma divulgação de resultados que ficou abaixo do esperado", refere uma análise do BiG.

O índice Stoxx Europe 600 valoriza 0,46% após a reunião do Banco Central Europeu (BCE) ontem. O presidente do BCE apontou que os estímulos à economia europeia são para manter.