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ExxonMobil alia-se à Galp e Eni na exploração de gás em Moçambique

Carlos Gomes da Silva, presidente-executivo da Galp

Pedro Patrício

A gigante norte-americana acordou comprar à Eni uma participação de 25% no projeto de exploração de gás natural em Moçambique, no qual a Galp Energia tem uma posição de 10%

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A ExxonMobil vai pagar 2,8 mil milhões de dólares, o equivalente a 2,6 mil milhões de euros ao câmbio atual, para ficar com uma participação de cerca de 25% na exploração de gás natural na Área 4 da bacia de Rovuma, em Moçambique, um projeto no qual a Galp Energia tem uma posição de 10%.

A ExxonMobil anunciou o acordo esta quinta-feira, em comunicado, revelando que assumirá aquela participação de forma indireta, pela compra de 35,7% da Eni East Africa (ficando outros 35,7% com a Eni e 28,6% com a CNPC), a qual detém 70% do consórcio que explorará a Área 4. Os restantes 30% são detidos pela Galp, pela moçambicana ENH e pela coreana Kogas (cada uma com 10%).

“Este investimento estratégico permitirá que a experiência da ExxonMobil no gás natural liquefeito apoie o desenvolvimento dos abundantes recursos de gás natural em Moçambique”, sublinha, no comunicado, o presidente executivo da companhia norte-americana, Darren Woods.

A entrada da ExxonMobil no projeto permite à Eni diminuir o esforço de investimento que terá de fazer em Moçambique nos próximos anos, para pôr em operação a primeira plataforma de extração de gás, bem como as centrais de liquefação desta matéria-prima, que permitirão transportá-la por navio para vários pontos do mundo. O Extremo Oriente deverá ser um dos principais compradores do gás de Moçambique.