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Peugeot-Citroën paga 2,2 mil milhões de euros pela compra da Opel-Vauxhall

Carlos Tavares, presidente-executivo da PSA, e Mary Barra, presidente-executiva da General Motors, selaram esta manhã em Paris a compra da Opel pela Peugeot-Citroën

CHRISTIAN HARTMANN / Reuters

O negócio foi divulgado esta manhã em Paris, na sede do Grupo PSA. Somando 1,3 mi milhões de euros aos 900 milhões que os franceses vão pagar pela área financeira da GM Europa, o valor total da compra da Opel ronda os 2,2 mil milhões de euros

"Estão criadas as condições para tornar a Opel uma empresa europeia forte, com futuro e uma sólida estratégia de crescimento", afirmou esta manhã, em Paris, Karl-Thomas Neumann, presidente-executivo da Opel, na sede do Grupo PSA – Peugeot-Citroën, na divulgação do acordo de compra da Opel pela PSA.

O valor da transação foi fechado por 1,3 mil milhões de euros, que serão pagos pelas marcas Opel-Vauxhall, mais 900 milhões relativos à aquisição da área financeira da GM Europe. Do lado vendedor está a General Motors, que com este negócio de alienação da Opel-Vauxhall poderá reforçar o seu processo de restruturação, iniciado depois da crise de 2008.

Desta forma, a empresa presidida pelos português Carlos Tavares concluiu com sucesso as negociações para a aquisição da Opel, garantindo esta manhã que "quer acelerar o ritmo de crescimento da Opel, cuja estratégia tem sido bem conduzida por Karl-Thomas Neumann".

Carlos Tavares garantiu igualmente na conferência de impresa que "a PSA quer manter a orientação seguida por Karl-Thomas Neumann, e a partir de agora o grupo tem as suas marcas francesas, a Peugeot, a Citroën e a DS, mais a marca alemã Opel, que prosseguirá a sua estratégia de desenvolvimento".

A presidente-executiva da General Motors Mary Barra referiu que ambos os grupos, GM e PSA, têm visões semelhantes do sector automóvel, e já anteriormente efetuaram acordos conjuntos para o desenvolvimento de três modelos de veículos automóveis. Mary Barra referiu que este negócio não altera o desenvolvimento de alguns projetos, como as tecnologias de eletrificação, ou as pilhas de energia (fuel cells), considerando que este acordo traduz uma "estratégia vencedora para ambos os grupos, permitindo encarar o futuro da GM reforçando o nosso negócio".

Para concretizar esta transação até ao final de 2017, a PSA pretende avançar com uma tranche de 670 milhões de euros em dinheiro, complementados com a compra de ações à GM no valor de 650 milhões de euros.

O negócio envolve a infraestrutura industrial das marcas Opel-Vauxhall, ou seja, seis fábricas de montagem e cinco fábricas de produção de peças e componentes, além de um centro de engenharia automóvel na sede da Opel em Rüsselsheim, na Alemanha. O universo da Opel emprega 40 mil trabalhadores e não tem obtido resultados positivos desde 1999. Para a PSA, agora o objetivo fixado para a Opel é dar resultados positivos até 2020.

No entanto, Mary Barra não abre mão de todas as áreas que têm trabalhado para a Opel, designadamente, a GM fica com o reputado centro de engenharia italiano localizado em Turim.

Até ao momento em que a PSA poderá ter toda a operação da Opel-Vauxhall integrada com plataformas e componentes próprios, a administração de Mary Barra concede a utilização de licenças de propriedade industrial da GM para a produção dos veículos Opel-Vauxhall.

Sobre o futuro, Carlos Tavares não nega a importância do Brexit na evolução do universo Opel-Vauxhal, cosiderando que será sempre importante manter fábricas no Reino Unido.

Com 3,15 milhões de veículos matriculados em 2016, a PSA que somar os 1,2 milhões de carros vendidos pela Opel, contabilizando um universo consolidado que vai deter uma quota de 16,3% do mercado europeu. Conseguirá ultrapassar a dimensão da Renault, mas ainda deve ficar longe da dimensão do Grupo Volkswagen, que controla 24% dos veículos matriculados na União Europeia.