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Carlos Costa pede para ser ouvido para se defender de “acusações distorcidas”

Marcos Borga

O governador do Banco de Portugal enviou esta segunda-feira uma carta à deputada Teresa Leal Coelho, a dizer que está disponível para ir a uma comissão parlamentar de inquérito à CGD “repor a verdade” e prestar esclarecimentos sobre a reportagem da SIC “Assalto ao Castelo”

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Carlos Costa enviou esta segunda-feira uma carta à presidente da Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFAP), Teresa Leal Coelho, pedindo para ser ouvido para prestar esclarecimentos sobre o seu papel e o do Banco de Portugal no caso BES, depois de na reportagem da SIC, "Assalto ao Castelo", ter-se admitido que o governador ignorou informações que lhe teriam permitido afastar mais cedo Ricardo Salgado da liderança do banco da família Espírito Santo.

O governador quer defender-se no Parlamento das questões que se levantam em torno da sua atuação e o acompanhamento feito pelo Banco de Portugal nos meses que antecederam a resolução do BES, em agosto de 2014, confirmou o Expresso junto da presidente da COFAP. "Há um conjunto de acusações à supervisão que distorcem aquilo que é a realidade do que se passou", afirma Carlos Costa na carta que enviou a Teresa Leal Coelho. A missiva segue-se a um telefonema que fez a Leal Coelho no final da semana passada a disponibilizar-se para ir prestar esclarecimentos aos deputados.

O governador entende que deve "esclarecer todos os pontos" que foram levantados na reportagem, "em defesa do BdP e para promover a confiança" na instituição.

A reportagem de Pedro Coelho, jornalista da SIC, revela que Carlos Costa não deu a devida importância a um alerta feito por técnicos do Banco de Portugal que aconselhava a reavaliação da idoneidade de Ricardo Salgado, feito meses antes do banqueiro ser afastado. No "Assalto ao Castelo" pode ver-se também que o governador meteu na gaveta um estudo que Fernando Ulrich, o presidente do BPI, lhe entregou em agosto de 2013, onde eram sublinhados os graves problemas financeiros do Grupo Espírito Santo, que na altura apresentavam já uma dívida próxima dos 6 mil milhões de euros.

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