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BCP prevê saída de mais de 100 trabalhadores este ano

Marcos Borga

Banco prevê continuar a fazer rescisões por mútuo acordo em 2017, à semelhança do ano passado

Mais de 120 trabalhadores saíram do BCP em 2016 na atividade em Portugal, divulgou esta segunda-feira o presidente do banco, estimando que este ano as saídas de pessoal sejam da mesma dimensão.

"No nosso plano não há qualquer reforço extraordinário [quanto a saídas de pessoal], será o corrente, o normal, 100 pessoas ou 120 (...). Não está previsto nada de extraordinário", disse esta segunda-feira Nuno Amado em conferência de imprensa, em Lisboa, afirmando que não há qualquer programa específico previsto para redução de efetivos, mas que o banco prevê continuar a fazer rescisões por mútuo acordo.

O BCP fechou 2016 com 7.333 trabalhadores em Portugal, uma redução de 126 face aos 7.459 que tinha no final de 2015.

Já na atividade internacional, a redução foi de 1.250 trabalhadores para 8.474 em 31 de dezembro de 2016, mas aqui há a referir que desde o ano passado que a atividade em Angola foi excluída do perímetro do BCP. O BCP fez a fusão do Banco Millennium Angola com Banco Privado Atlântico, tendo agora cerca de 20% na nova entidade.

O BCP informou esta segunda-feira que registou um resultado líquido de 23,9 milhões de euros no ano passado, um recuo de 89,8% face ao lucro de 235,3 milhões de euros em 2015.

"Foi um resultado no ano marginalmente positivo, com um quarto trimestre bastante mais favorável do que nos trimestres anteriores", realçou o presidente do BCP, Nuno Amado, na conferência de imprensa.