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Fundos imobiliários ‘falidos’ devem €340 milhões à banca

Terreno na Amadora é um dos ativos do Invesfundo II que é o mais endividado da lista e está sob investigação

Nuno Botelho

Desvalorização dos imóveis ameaça pagamentos dos créditos aos bancos

Há uma sigla que surge na conversa sempre que se fala no atual estado da banca portuguesa: NPL. Sigla que se refere aos non performing loans, ou seja, crédito malparado ou ativos problemáticos dos bancos cuja resolução deve passar em breve — assim tem prometido o Governo — pela criação de um ‘banco mau’. O principal culpado destes créditos, que somam €36,2 mil milhões só entre os quatro principais bancos segundo os últimos dados do Banco Central Europeu, é o imobiliário que, desde a crise financeira, tem vindo a deixar esqueletos no balanço dos bancos. Neste momento, de acordo com os últimos dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) relativos à composição das carteiras de investimento, existem nove fundos de investimento imobiliário em situação negativa que devem, no total, €340 milhões à banca. O maior credor é o Novo Banco, com €242 milhões, mas há também créditos da Caixa Geral de Depósitos (€59 milhões) e do Montepio Geral (€39 milhões). Valores que podem estar em risco ainda que a maior parte deva já ter sido dada como perdida (provisionada).

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