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NOS lucra 90,4 milhões em 2016

A operadora da Sonae e Isabel dos Santos melhorou o desempenho em todas as linhas de negócio

A operadora NOS, controlada pela Sonae e Isabel dos Santos, fechou 2016 com um lucro de 90,4 milhões de euros, uma subida de 9,3% face ao ano anterior. A subida da receita foi menos empolgante (4,9%), atingindo os 1,52 milhões.

O resultado alcançado foi impulsionado pelo crescimento de todas as linhas de negócio, mas é o negócio das telecomunicações que gera gera praticamente todos os proveitos – este negócio cresceu 5,1% para 1,4 mil milhões de euros.

O resultado operacional (EBITDA) ficou nos 557 milhões, uma subida da 4,4%.

No comunicado divulgado na quinta feira à noite, o presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, realça que "2016 representou mais um ano de forte crescimento e reforço dos resultados financeiros, bem como mais uma etapa na execução da estratégia de crescimento" que visa "o crescimento de quota de mercado e o reforço da posição competitiva".

Recorde nos móveis

A NOS refere que a quota de mercado em receitas, em 2016, superou os 30%. E investiu, no último ano, 400 milhões de euros "mantendo o compromisso de contribuir decisivamente para que o país se mantenha na linha da frente da transformação digital".

O número de subscritores móveis "registou um novo recorde, atingindo 4,456 milhões (mais 8,1%), com adições líquidas de 332,6 mil novos clientes face ao período homólogo".

Os clientes de televisão paga subiram 3,7%, para 1,6 milhões - uma subida líquida de 56,8 mil clientes.

No segmento de cinema e audiovisuais, a NOS vendeu 9,097 milhões (+2,8%) e a receita subiu para 131,8 milhões.

A dívida financeira está nos 1,1 mil milhões de euros, duas vezes o valor do EBITDA. Um "rácio conservador", diz a empresa. O conselho de administração aprovou a distribuição de um dividendo de 20 cêntimos por ação (+25% face a 2015).

Esta sexta-feira a NOS está em queda (-1,1%) na bolsa, negociando a 5,489 euros.