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Consumo de combustíveis fósseis em Portugal recuou no ano passado

Preço do carvão disparou em 2016.

MAXIM ZMEYEV/REUTERS

O país consumiu mais gasóleo, GPL e gás natural, mas registou uma procura menor de gasolina e carvão, o que resultou numa diminuição de 0,9% no consumo global de combustíveis fósseis

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O consumo de combustíveis fósseis em Portugal baixou ligeiramente no ano passado, recuando 0,9% face ao registo de 2015, segundo dados publicados esta sexta-feira pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

De janeiro a dezembro de 2016, o país consumiu 14855 TEP (toneladas equivalentes de petróleo) em combustíveis fósseis, sendo um pouco mais de metade produtos petrolíferos e o restante gás natural e carvão.

De acordo com a DGEG, o consumo de produtos petrolíferos em Portugal em 2016 baixou 1,3%, para 7516 TEP. Nos combustíveis rodoviários foi contabilizada uma subida de 0,5% no consumo de gasóleo (que domina o mercado), em contraposição com uma descida de 2,8% na procura de gasolina 95. A gasolina 98 observou um aumento de 0,4% e o gás de petróleo liquefeito (GPL) cresceu 5,8%.

Já o consumo de gás natural registou um aumento da procura de 8,3% no ano passado, impulsionado essencialmente pela maior atividade das centrais elétricas de ciclo combinado que usam o gás natural como combustível.

O consumo de carvão em Portugal em 2016, por seu turno, teve uma descida de 11,7%, o que se explica igualmente pelo maior recurso às centrais de ciclo combinado, que implicou um menor uso das centrais termoelétricas a carvão. Note-se que esta matéria-prima observou no ano passado um aumento de preço de 60,6% (de 48 para 77 euros por tonelada).