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Inflação na zona euro sobe para 2% em fevereiro

Inflação no mês passado alcança meta da política monetária do BCE, mas a inflação subjacente - sem contar as componentes mais voláteis, nomeadamente a energia - mantem-se em 0,9% desde dezembro do ano passado

Jorge Nascimento Rodrigues

A inflação na zona euro terá atingido em fevereiro 2%, a meta da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A previsão preliminar divulgada esta quinta-feira pelo Eurostat já era esperada pelos analistas. Em janeiro havia registado 1,8%. A meta da política monetária do euro aponta para uma inflação anual “abaixo, mas próxima de 2%”.

O processo de reflação no espaço do euro deu um ‘salto’ de novembro para dezembro do ano passado – de 0,6% para 1,1% - e, de novo, acelerou do último mês de 2016 para fevereiro deste ano.

Segundo o organismo de estatísticas da União Europeia, esta estimativa de aceleração da inflação em fevereiro deveu-se ao crescimento dos preços no segmento da energia que registaram uma subida de 9,2%. Em janeiro havia sido de 8,1%. A outra componente volátil, abrangendo a alimentação, álcool e tabaco, subiu 2,5% em fevereiro, comparando com 1,8% em janeiro. As subidas nestas duas componentes voláteis dos preços no consumidor aceleraram em fevereiro.

Os analistas não creem que esta subida da inflação em fevereiro, para 2%, conduza o BCE a dar sinais de pretender alterar a sua política monetária expansionista já na reunião da próxima semana, a 9 de março. A inflação subjacente – excluindo, precisamente, as componentes voláteis da energia e da alimentação, álcool e tabaco – manteve-se em 0,9%, um ritmo que não se tem alterado desde dezembro do ano passado.

Em termos de média anual, as Previsões de Inverno da Comissão Europeia (CE) apontam para uma inflação de 1,7% em 2017 e 1,4% em 2018. Ou seja, depois de um ‘salto’ de uma inflação média de 0,24% em 2016, a meta do BCE ficará por alcançar no conjunto do ano em curso e descerá inclusive no ano seguinte.

As diferenças no ritmo de reflação na zona euro vão acentuar-se em 2017. Sete dos 19 países membros do euro registarão uma inflação média anual entre 1,8% (Áustria) e 2,8% (Estónia), segundo as Previsões da CE. Este grupo de membros do euro com inflação mais elevada abrange, para além dos dois já citados, a Alemanha, Bélgica, Espanha, Lituânia e Luxemburgo. Os níveis de inflação mais baixos (0,9%) verificar-se-ão na Irlanda e Eslováquia. Portugal deverá registar uma inflação de 1,3% em 2017 e 1,4% em 2018.