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Conglomerado chinês constrói em Alcoutim a maior central solar do país

A China Triumph International Engineering, subsidiária de um conglomerado industrial do Estado chinês, é um dos investidores por detrás da central solar fotovoltaica que será construída no Algarve, com um investimento em torno de 200 milhões de euros

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A central solar de Alcoutim, no Algarve, será, com 220 megawatts (MW) de capacidade instalada, o maior projeto de energia solar do país e um dos maiores da Europa. A empresa promotora, a Solara4, apresentou oficialmente o projeto esta quarta-feira, bem como os investidores e entre eles está capital chinês.

A China Triumph International Engineering é um dos investidores no empreendimento que começará agora a ser construído em 800 hectares no concelho de Alcoutim, em parceria com o grupo britânico Welink. O projeto tem a particularidade de ser desenvolvido sem estar apoiado em tarifas subsidiadas, ao contrário da generalidade de empreendimentos de energias renováveis já em operação no país.

A China Triumph International Engineering integra o conglomerado China National Building Material, que tem negócios na área do cimento, vidro, fibra de vidro, engenharia e logística. O grupo, fundado em 1984, está cotado na bolsa de Hong Kong, mas é controlado pelo Estado chinês.

Já o grupo Welink é especializado na construção de edifícios modulares, soluções de eficiência energética e projetos de energia renovável. No domínio da energia solar, a Welink já instalou duas centrais fotovoltaica de quase 50 megawatts (MW) cada no Reino Unido e outras instalações de menor capacidade no Reino Unido, em Itália e em Espanha.

O projeto que agora a China Triumph e a Welink irão construir no Algarve terá um investimento da ordem dos 200 milhões de euros. O empreendimento estava a ser preparado há vários anos, mas em novembro do ano passado teve um avanço decisivo, com os promotores a entregarem à Direção-Geral de Energia e Geologia uma caução de 4 milhões de euros, sinalizando a intenção firme de concretizar o investimento, conforme então o Expresso escreveu.