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Regra de duas saídas para uma entrada nunca foi cumprida

Relação anual entre as saídas definitivas e o novo recrutamento na Administração Pública foi, no máximo, de 1,6 saídas por uma entrada durante os anos da troika. Desde então, começou a baixar e já está em uma saída por uma entrada

Foi uma das bandeiras da troika. A redução do Estado era um dos vetores do programa de ajustamento económico e financeiro português. Mas a verdade é que nem durante os anos do resgate, com o executivo de Pedro Passos Coelho, a regra das duas saídas de trabalhadores por uma entrada na Administração Pública (AP) foi cumprida.

É certo que foram anos de emagrecimento da função pública. E mais forte até do que os 2% de redução anual acordados com a troika. O número de funcionários encolheu consecutivamente, passando de 727.429 no final de 2011 para 656.217 no fim de 2014, com reduções de 3,8% em 2012, 3,6% em 2013 e 2,7% em 2014, mostra a Síntese Estatística do Emprego Público, divulgada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público. Mas, mesmo nesses anos, o rácio entre as saídas definitivas e o novo recrutamento — a variação total de trabalhadores na AP tem ainda em conta outras situações, com destaque para a mobilidade — foi, no máximo, de 1,6 saídas por cada entrada.

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