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Surpresa. Crescimento na zona euro perto de máximo de seis anos

O crescimento no setor privado e na indústria na zona euro acelerou para perto do máximo desde 2011, surpreendendo economistas. E a criação de emprego atingiu o nível mais alto desde agosto de 2007

O crescimento no setor privado e na indústria transformadora na zona euro disparou em fevereiro e aproximou-se do máximo de abril de 2011 enquanto a criação de emprego atingiu o máximo desde agosto de 2007.

O índice composto de gestores de compras (PMI) da IHS Markit, visto como um indicador de crescimento económico, subiu de 54,4 em janeiro para 56,0 em fevereiro contrariando a média de estimativas que apontavam para uma descida para 54,3.

"Isto indica que as empresas da zona euro continuam a desafiar a incerteza política com as encomendas e o crescimento de emprego em máximos de quase uma década", refere Bert Colijn, economista senior do ING.

"Ainda assim, receios em relação aos riscos políticos permanecem no topo das preocupações de muitos", adianta num comentário aos dados divulgados esta terça-feira.

O aumento registado naquele indicador de crescimento foi suportado sobretudo por uma grande subida no setor dos serviços, destaca Stephen Brown, economista da Capital Economics. O setor da indústria transformadora também aumentou o que é consistente com uma forte recuperação na produção industrial face a dezembro.

E as empresas da zona euro parecem acreditar que a situação robusta registada em fevereiro se vai manter nos próximos 12 meses. "Isto sugere que os receios em relação à situação política frágil na região foram até agora ultrapassados pelo impacto mais imediato e tangível da forte política monetária e euro fraco", diz o economista da Capital Economics.

Apesar deste crescimento, alguns economistas duvidam que o Banco Central Europeu vá recuar do seu programa de compras de ativos, já que as empresas da zona euro sugerem pressões na inflação fracas.