Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Galp mantém política de dividendos aos acionistas

Carlos Gomes da Silva, presidente-executivo da Galp

Pedro Patrício

Há um ano, a petrolífera previa pagar em 2017 um dividendo de 50 cêntimos, cenário que o grupo confirmou esta terça-feira, indicando que as remunerações futuras estão dependentes de vários fatores

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp propôs esta terça-feira a manutenção da distribuição de dividendos de 50 cêntimos de euro aos acionistas, depois de no ano passado ter previsto que a parti de 2017 a remuneração acionista iria estabilizar precisamente naquele patamar.

A orientação para a remuneração dos acionistas foi apresentada esta terça-feira em Londres, durante o “Capital Markets Day”, evento que a Galp vem promovendo anualmente para mostrar a analistas e investidores do mercado de capitais as suas perspetivas para os próximos cinco anos.

“Neste plano considerámos 50 cêntimos por ação como referência. No futuro, para a distribuição de dividendos consideraremos o contexto do mercado, que não controlamos, o reinvestimento de capital, a geração de “cash flow” e a necessidade de execução do plano com uma forte posição financeira”, afirmou o presidente da Galp, Carlos Gomes da Silva.

O administrador financeiro da Galp, Filipe Silva, acrescentou que o grupo está confiante de que encontrará novas oportunidades de reinvestir capital para prosseguir o crescimento, caso contrário, poderá aumentar o valor dos dividendos.

A petrolífera portuguesa vem aumentando os dividendos aos acionistas. Entre 2012 e 2016 essa remuneração teve um crescimento médio anual de 20%, suportada pela melhoria dos resultados do grupo.

Depois de um ciclo de forte investimento na sua capacidade de refinação em Portugal, que visou reforçar o valor acrescentado das unidades de Sines e Matosinhos, a Galp reorientou o investimento para a exploração e produção, principalmente no Brasil.

A conservação dos dividendos nos próximos anos já foi justificada pelo grupo como uma opção de prudência e disciplina financeira, em face dos elevados investimentos em que a Galp incorrerá, não apenas na produção de petróleo no Brasil mas também na extração de gás natural em Moçambique.

* O jornalista do Expresso viajou a Londres a convite da Galp Energia