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Galp admite voltar a investir em energias renováveis

Ana Baião

A empresa manterá o petróleo como negócio central, mas quer adaptar-se à descarbonização da economia, apostando em soluções mais limpas, entre as quais as energias renováveis

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp Energia admite voltar a investir em projetos de energia renovável bem como em soluções tecnológicas para a redução de emissões, assim que no plano financeiro começar a gerar maiores fluxos de caixa.

"Considerámos, mas não há ainda capital comprometido, que teremos de apostar em fontes de energia primária de baixo carbono, nomeadamente fontes renováveis", afirmou o presidente executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, durante a apresentação anual a investidores, esta terça-feira, em Londres.

Gomes da Silva admitiu que as renováveis serão uma hipótese, embora a prioridade seja investir na dessulfurização da produção petrolífera e em soluções que permitam reduzir as emissões de carbono das refinarias de Sines e Matosinhos.

O presidente da Galp assegurou que o petróleo continuará a ser o negócio central do grupo, mas a companhia não pode ignorar a tendência de descarbonização da economia, pelo que irá investir mais em tecnologias limpas.

Esta aposta, contudo, só acontecerá quando o grupo começar a libertar fluxos de caixa positivos, uma vez descontados os investimentos e encargos com o pagamento de dividendos aos acionstas. A Galp espera alcançar esse limiar em 2018.

No passado a Galp chegou a empreender uma aposta nas renováveis, fundando o consórcio Ventinveste, para instalar 400 megawatts (MW) de potência eólica em Portugal, mas a maior parte dessa capacidade ficou por desenvolver, quer por questões de licenciamento ambiental, quer por reorientação das prioridades de investimento para o petróleo.

Uma parte da capacidade que a Ventinveste ganhou em concurso ainda durante o Governo Sócrates acabou por ser vendida à EDP.

Na apresentação a investidores feita esta terça-feira a Galp não especifica que tipos de fontes renováveis poderá explorar no futuro nem que montantes de investimento poderão ser aplicados.