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Novidades Web Summit: mais espaço e 500 voluntários

Paddy Cosgrave, mentor da Web Summit.

José Caria

Mais de 10.000 jovens candidataram-se ao programa de voluntariado, dos quais serão escolhidos 500, com menos de 25 anos, que “vão acompanhar os mais importantes oradores”. Segunda edição da Web Summit realiza-se em novembro e vai contar ainda com o “envolvimento de artistas portugueses”, nomeadamente graffiters. Programa é revelado a quatro semanas do evento

A próxima edição da Web Summit vai ter mais espaço disponível e contará com um programa de voluntariado que vai colocar 500 jovens a acompanhar os mais importantes oradores do encontro, disse o fundador da iniciativa.

Paddy Cosgrave foi o orador da sessão de abertura do segundo dia do Fórum Empresarial Algarve, que decorre este sábado em Vilamoura, e disse à Lusa, após se dirigir à plateia numa unidade hoteleira, que continua a ser surpreendido pelos números que a Web Summit consegue na capital portuguesa.

“Este ano vai ser maior, vamos ter espaço adicional. E tivemos quase 10.000 pessoas que se candidataram para ser voluntárias. Vamos fazer um programa de voluntariado, chamado Programa Embaixador, no qual vamos ter 500 líderes de empresas emergentes e de universidades com menos de 25 anos em Portugal que vão acompanhar os mais importantes oradores que vão estar na Web Summit”, adiantou Paddy Cosgrave.

O fundador da Web Summit mostrou-se convicto de que este programa é benéfico nos dois sentidos, porque “os oradores ganham ao terem um tratamento preferencial” e “há um ganho para Portugal porque estas 500 pessoas vão ser a face do futuro e podem construir relações produtivas com pessoas como um editor do 'New York Times', por exemplo”.

A qualidade das infraestruturas em Lisboa também é decisiva para Paddy Cosgrave, em comparação com o local onde a cimeira começou a ser realizada em Dublin, na Irlanda. “Em Dublin, fizemos a cimeira num espaço criado para exposições de vacas, não estava construído para humanos, mas em Lisboa temos locais já preparados para este tipo de evento. Onde é que, na Europa, há um local topo de gama para acolher o evento, preparado com todos os cabos de ligações, etc.?”, questionou o irlandês, considerando que o Meo Arena é “um dos melhores pavilhões da Europa”.

Paddy Cosgrave disse ainda que a organização “aprendeu muito da primeira [edição] para a segunda”, que se realizará em novembro, e vai contar também com o "envolvimento de artistas portugueses". "Há muitos artistas portugueses de grafitis, por exemplo, e acho que a Web Summit também deve ser um palco para estes artistas”, afirmou.

Questionado sobre o programa previsto para este ano, o fundador da Web Summit respondeu que “só é revelado a quatro semanas do evento”, mas frisou que, atualmente, esse já não é o aspeto mais importante da cimeira. “As pessoas já não vêm pelos oradores, vêm porque o tempo é bem empregue e está toda a gente no mesmo sítio ao mesmo tempo. E podem ter múltiplas reuniões num dia com potenciais parceiros e isso é importante”, acrescentou.