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Grandes erros na procura de emprego

É aos jovens que o problema é associado, mas é um erro. Jovens ou seniores, há muitos portugueses que ainda não sabem procurar emprego

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Marina Ventura e Helena Faria, líderes dos centros de carreira do ISCTE-IUL e do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), estão em sintonia: em Portugal, continuamos a não saber procurar emprego. Não se pense que a questão deriva puramente da inexperiência. O problema atinge tanto profissionais mais jovens como seniores e tem sido alvo de atenção por parte de empresas de recrutamento e instituições de ensino que procuram treinar os profissionais para enfrentar com sucesso processos de recrutamento.

A consultora de recrutamento Hays identificou recentemente os principais erros cometidos pelos candidatos no processo de procura de emprego, com base nas opiniões dos empregadores. A encabeçar a lista vem a antipatia ou a arrogância.

Sim, há quem se apresente na entrevista esquecendo que a empatia com aquela que poderá ser a sua futura chefia é fundamental. No segundo lugar da lista vêm as considerações tecidas sobre a anterior empresa ou chefia. E há depois outros erros que os recrutadores não deixam passar, como mentir a propósito das suas competências ou experiência, demonstrar falta de motivação para o projeto ou função a que se candidata, a ausência aparente de objetivos pessoais ou profissionais ou até a incapacidade para clarificar numa entrevista de seleção o que aprendeu nos cargos e empresas por onde passou.

A esta lista, Marina Ventura e Helena Faria acrescentam outro tipo de “dificuldades”: como adaptar o currículo à empresa e função a que se candidata, desconhecer o interlocutor e a empresa a que concorrem e menosprezar o poder do networking e do Linkedin enquanto fontes de oportunidades.