Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

“A estratégia do Governo está a resultar”

Manuel Caldeira Cabral na sala do Ministério da Economia onde estão expostas as fotos dos seus antecessores desde o início dos anos 80 (o último foi Miguel Morais Leitão, por apenas um mês). O economista e professor da Universidade do Minho era há muito apontado como potencial ministro da Economia de um Governo socialista

José Carlos Carvalho

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, diz que o estímulo à procura interna em paralelo com o estímulo às exportações está mesmo a promover o crescimento económico. E explica o que está a ser feito para levar as empresas a investir

O Instituto Nacional de Estatística [INE] divulgou esta semana que o produto interno bruto [PIB] de Portugal cresceu 1,9% no quarto trimestre e 1,4% no conjunto do ano de 2016. O que podemos esperar daqui para a frente?

Os dados do terceiro e quarto trimestres foram muito positivos devido a uma aceleração das exportações conjugada com um aumento da procura interna. Há um nível recorde de confiança dos consumidores, e as exportações de bens voltaram a acelerar, crescendo 8% em novembro e 12% em dezembro. É o que definimos como modelo económico, um modelo em que o estímulo à procura interna em paralelo com o estímulo às exportações ajuda o crescimento económico.


A vossa estratégia está a resultar?

Os dados indicam que a estratégia do Governo está a resultar. Estamos com uma economia a crescer mais, com pessoas com mais rendimento, com um aumento dos salários reais, em paralelo com um aumento recorde do emprego e com uma melhoria do saldo externo. Os números ainda não estão fechados, mas tudo aponta para que o saldo externo positivo na balança de bens e serviços possa ter subido €900 milhões em 2016. É um aumento de 28% no saldo externo que demonstra que é possível os portugueses estarem melhor e com a economia mais equilibrada. Durante 2016, criámos mais de 100 mil postos de trabalho, a maior criação de emprego desde o início do século. Isso está a dar mais confiança aos consumidores e revela maior confiança dos investidores e dos empresários, que só empregam mais pessoas quando percebem que o aumento da atividade não é temporário mas permanente.

Leia mais na edição deste fim de semana