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Produção de azeitona cai 30%

Chuvas tardias na primavera e verão prolongado tiveram um impacto negativo no olival. A produção de azeitona caiu 30%, face à campanha anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística

O Instituto Nacional de Estatística estima uma quebra de 30% na produção de azeitona na campanha 2016/2017, terminada a 31 de janeiro deste ano, face à campanha anterior.

As causas são sobretudo de ordem climatérica - chuvas tardias até maio e calor prolongado para lá do verão - mas também por se estar num ano de contra-safra (alternância anual de produção dos olivais. A seguir a um ano bom, segue-se sempre outro menos produtivo).

Já nos os cereais de outono/inverno, regista-se uma diminuição generalizada das áreas instaladas face à campanha anterior, variando entre os -15% no trigo duro e os -5% no centeio. O INE refere ainda que "o desenvolvimento vegetativo das searas abrandou bastante com o frio intenso e com a falta de chuva, situação que se foi invertendo a partir da última
semana de janeiro".

Em termos gerais o INE indica que o mês de janeiro caraterizou-se como muito seco, do ponto de vista da análise meteorológica. "A precipitação total foi consideravelmente inferior à normal, em particular nas regiões do Norte e Centro, tendo-se concentrado em especial na última semana. Quanto à temperatura, os valores médios ficaram abaixo da normal, registando-se a partir do início da segunda quinzena uma acentuada descida nas temperaturas, com a ocorrência de ondas de frio em diversos locais do Centro e no litoral da região Sul e vários dias de temperaturas mínimas negativas, com formação frequente de geada".

Estas condições meteorológicas permitiram, no entanto - segundo o INE -, que os trabalhos agrícolas tenham decorrido sem problemas, nomeadamente a conclusão da apanha da azeitona, as podas dos pomares e vinhas e as adubações das searas de inverno e das culturas permanentes.

O frio intenso teve um impacto sobretudo no desenvolvimento vegetativo de algumas culturas já "instaladas", atrasando-as, tendo causado prejuízos significativos na horticultura, floricultura e em alguns pomares de citrinos.