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Águas de Portugal: Como o Estado comprou a paz com os municípios

Tiago Miranda

O Governo PSD/CDS determinou a fusão de uma série de empresas da AdP, que tinham os municípios como acionistas minoritários. Quando chegou ao Governo, António Costa mandou desfazer algumas dessas fusões. O presidente do grupo garante que agora tudo está pacificado e que a nova realidade preserva sinergias

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Quando esta administração tomou posse, a 1 de junho de 2016, confrontávamo-nos com um conjunto de dificuldades e um conjunto muito significativo de acionistas. Na assembleia geral da Águas de Lisboa e Vale do Tejo nós não tínhamos a participação da Área Metropolitana de Lisboa [AML], tal era o clima de contestação”, recorda o presidente da Águas de Portugal (AdP), João Nuno Mendes. Mas a guerra que nasceu ainda no anterior Governo com os processos de fusão das empresas regionais do grupo estatal acabou por pacificar-se com uma solução negociada com os autarcas.

Hoje o presidente da AdP não fala em reversão das fusões. Prefere falar em cisões, porque as empresas que estão a ser criadas não correspondem exatamente às que existiam antes do turbilhão reorganizativo que entre 2014 e 2015 levou várias autarquias a avançar para tribunal para travar a reestruturação. Acionistas minoritários das empresas regionais da AdP, os municípios queriam ter uma palavra a dizer no futuro das empresas que lhes forneciam água.

Em 2014 o grupo AdP geria 20 empresas regionais. No final de 2015, com o avanço das fusões deliberado pelo anterior Governo, a AdP encolheu e passou a gerir oito empresas. Em 2017 o grupo estatal ficará com uma carteira de 12 empresas. Haverá duas novas sociedades a Norte e outras duas a Sul. Serão criadas a Águas do Douro e Paiva (agregando 20 municípios) e a Simdouro (com oito autarquias), por destaque da Águas do Norte (que ficará com 63 municípios). Também serão criadas a Águas do Tejo Atlântico (23 municípios) e a Simarsul (oito autarquias), por destaque da Águas do Vale do Tejo (que fica com 69 municípios). As restantes empresas que já estavam no anterior mapa da AdP permanecem inalteradas, como são os casos da EPAL, Águas do Centro Litoral, entre outras.

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