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Calçado: 7 anos de recordes

Fortunato Frederico na loja que o grupo Kyaia tem junto à sede, em Guimarães: “O segredo está na valorização”

LUCILIA MONTEIRO

Fortunato Frederico, presidente da APICCAPS, diz que a indústria 4.0 já chegou ao sector do calçado

Dezoito anos depois de assumir a presidência da APICCAPS — associação dos industriais do calçado, Fortunato Frederico diz que “é hora de sair”, deixando a porta aberta à mudança nas próximas eleições para a direção desta estrutura, no final do primeiro semestre. “Como em tudo na vida, é preciso renovação”, diz o empresário que construiu o maior grupo português de calçado, a Kyaia — detentora da marca Fly London —, enquanto dava o rosto por um sector que muitos disseram estar condenado à morte, mas que acabou por ser considerado “exemplar” e, em 2016, bateu o seu sétimo recorde consecutivo nas exportações (€1923 milhões, mais 3,2% face a 2015, com mais de 81 milhões de pares de sapatos exportados).

Em números, desde 2009, as exportações do sector cresceram 58%, o preço médio dos sapatos made in Portugal subiu 24%, para atingir os €23,58 e ocupar o segundo lugar na lista dos maiores produtores mundiais, atrás de Itália, e a fileira viu as vendas engordarem nos seus 20 maiores mercados à exceção do Reino Unido. Fortunato Frederico diz que tudo isto reflete o trabalho de uma indústria que “soube aproveitar a globalização”. Se há uma história de sucesso para contar aqui, ela “deve-se sobretudo à proatividade dos industriais que modernizaram as fábricas, à colaboração dos trabalhadores, às políticas públicas desenvolvidas, à aposta nas feiras, na produção com qualidade, na inovação”, diz.

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