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“A Caixa obrigou-nos a reforçar imparidades, e ainda bem”

Nuno Amado, Presidente-executivo do BCP

Luis Barra

Cinco anos depois de assumir a presidência do BCP, Nuno Amado fecha um capítulo do banco. Mais um aumento de capital para se libertar do Estado e colocar de vez o banco no caminho dos lucros. Mas ainda existem problemas, apesar de defender que o BCP está mais estável e sólido

Seis anos depois da crise, a banca continua numa situação frágil?

A situação de fragilidade infelizmente teve consequências ao nível do BES e do Banif, que já passaram. Hoje, o sistema financeiro, após o reforço de capitais que o BCP fez e aquele que presumivelmente a Caixa vai fazer, ficará em condições bastante mais adequadas e com um nível de solidez não comparável com o passado. Estamos no caminho certo, a caminho da rentabilidade.


Os bancos continuam a apresentar prejuízos e com problemas no crédito malparado...

Ainda há resultados negativos devido ao nível de imparidades que é exigido, mas a geração de resultados operacionais, antes de imparidades, tem melhorado imenso e como as imparidades têm tendência para cair, a rentabilidade futura do sector será melhor do que foi nos últimos quatro anos.


A linha de ajuda à banca podia ter sido mais bem aproveitada?

Não entendo, nem sei porque é que os €12 mil milhões não foram utilizados na íntegra. Não tenho informação. Mas visto a posteriori podia.

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