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Pharol dispara face a interesse de fundos na Oi

As ações da Pharol têm estado a subir nas últimas semanas e valorizaram 11,5% esta sexta-feira. A animar a antiga Portugal Telecom está o interesse de fundos na Oi

As ações da Pharol, ex-Portugal Telecom, valorizaram esta quarta-feira na Bolsa de Lisboa 11,5% para 0,4360 euros esta sexta-feira. Há 12 sessões consecutivas que o título não cai. As ações valem sensivelmente o dobro do que valiam há um ano, quando se cotavam a 0,2120 euros. Esta semana as ações da Pharol já valorizaram cerca de 50% do capital.

A animar a Pharol, detentora de 27% da Oi, está o interesse dos fundos de investimento na operadora brasileira, com quem a PT se fundiu em maio de 2014. A empresa liderada por Luís Palha da Silva está a beneficiar da notícia desta quarta-feira de que o fundo de investimento Virgo, controlado pelo banco brasileiro Safra, comprou 11% das ações preferências da Oi, o equivalente a cerca de 3% do capital da operadora brasileira.

A especulação em torno do interesse na Oi, que se encontra neste momento num processo de proteção de credores, tem sido muita. A Oi, maior operadora de rede fixa do Brasil, tem uma dívida de 65,4 mil milhões de reais. Esta quarta-feira, a Reuters noticiava que o fundo Cerberus estava a finalizar uma avaliação aprofundada da Oi, para decidir se avança com uma proposta de compra. Não é a primeira vez que se fala no interesse da Cerberus na Oi, mas até agora não houve qualquer iniciativa concreta.

  • Anabela Campos

    Sou jornalista do Expresso desde 2008. A aventura do jornalismo começou na Agência Lusa, em 1994, depois de me ter licenciado em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais de Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Seis anos depois rumei ao Diário Económico, para uma muito breve passagem. Entrei no Público em 2000 e por lá fiquei até ao final de 2007. Sempre fui jornalista de economia, mas gosto de escrever sobre muitos outros temas.