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Grupo A. Silva & Silva e Haitong reforçam na Empark

Parceria luso-chinesa no líder ibérico do negócio do estacionamento. Um fundo gerido pelo Haitong ficou com 14%. A Assip controla com 78%.

Recomposição acionista na Empark, o líder ibérico e um dos principais operadores europeus de parques de estacionamento. A família Tavares da Silva reforça e, através da Assip SGPS que partilha com a família Carvalho Martins (Portugália), passa de 50,3% para 78% do capital.

A chinesa Haitong surge como o novo parceiro, com 14%. O Banco Haitong herdara do BESI a gestão do fundo Espírito Santo International Finance (agora Haitong Infrastructure Fund) que detinha 8% da Empark. Nos recentes movimentos, o fundo aproveitou para reforçar para 14%, uma decisão que pode ser vista como mais um sinal do interesse de conglomerados chineses em reforçar a exposição ao mercado europeu.

Um terceiro acionista é o fundo TIIC - Transport Infrastructure Investiment Company que manteve a sua posição de 8%.

Financiamento do Deutsche Bank

O reforço da família Silva iniciara-se com a compra da posição de 22,2% do Novo Banco em setembro passado, uma operação liquidada esta semana. A partilha pela Assip SGPS e Haitong, esta quinta-feira, dos 8,2% detidos pelo fundo de infraestruturas da GED Capital concluiu a recomposição acionista da Empark. O restante capital detido por investidores ou fundos, como a Mellopark, foi repartido por Assip e Haitong, que exerceram o direito de preferência.

As operações avaliam a Empark em 320 milhões de euros, o que significa que a família Tavares da Silva terá aplicado 90 milhões. Segundo o Expresso apurou, o grupo português contou com financiamento do Deutsche Bank.

Segundo o comunicado da GED, as operações contaram com a aprovação "do sindicato de obrigacionistas que financia atualmente a Empark". No fim de 2013, a Empark realizara em Londres uma operação de reestruturação da dívida de 385 milhões de euros com a emissão de obrigações a seis anos de elevado rendimento. Um tranche (235 milhões de euros) paga juros de 6,75% e a outra (150 milhões) vence a uma taxa de 5,5% acima da Euribor a seis meses.

Saída dos fundos de investimento

Estas transações "decorrem da lógica de investimento dos fundos que têm um horizonte temporal determinado", refere ao Expresso uma fonte oficial da Assip. A estratégia "é manter a política de expansão e valorizar a empresa". Nesta altura "a venda da Empark não se coloca", acrescenta a Assip.

Em 2015, a venda da Empark à fancesa Vinci Park foi dada como certa, mas divergências entre os acionistas impediram a transação. O encaixe seria da ordem dos 400 milhões com dívida a operação ficava nos 900 milhões.

A Empark tornou-se uma sociedade de direito espanhol em 2009, após a fusão com a Cintra Aparcamientos, do grupo Ferrovial. Conta, atualmente, com 530 mil lugares de estacionamento sob gestão, na Península Ibérica, Reino Unido e Turquia e uma faturação acima dos 200 milhões de euros – o negócio em Portugal pesa perto de 15%, face aos 75% da Espanha.