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Bial celebra contrato de €136 milhões com companhia americana

Alberto Frias

A aliança centra-se na comercialização do medicamento para a doença de Parkinson. O pagamento inicial será de 28 milhões de euros

A farmacêutica Bial anunciou esta sexta-feira uma parceria com a companhia americana Neuricrine para desenvolver e comercializar na América do Norte o seu medicamento para a doença Parkinson. A parceria pode atiingir os 145 milhões de dólares (136 milhões de euros).

É um contrato por objetivos. A parceria dita um pagamento inicial pela Neurocrine Biosciences de 28 milhões de euros pela concessão da licença e financiamento do processo de aprovação pela FDA - Food and Drug Administration, o organismo de supervisão do mercado.

No comunicado divulgado esta sexta-feira, a companhia da família Portela revela que estão previstos outros pagamentos que podem "atingir o valor adicional de 115 milhões de dólares" (108 milhões de euros), dependendo do cumprimento de várias etapas ao longo do processo de desenvolvimento, registo e comercialização".

Pagamentos adicionais

Além disso, a empresa americana deve fazer um pagamento adicional "pela percentagem das vendas como contrapartida da produção e fornecimento da opicapona que serão assegurados" pela Bial. A opicapona, aprovada em julho de 2016 pela Comissão Europeia e comercializada desde novembro na Alemanha e Reino Unido, com a marca Ongentys, permite reduzir o estado de rigidez e incapacidade nos doentes com Parkinson e retrdar a progressão da doença.

A Bial realça que a Neurocrine Biosciences "tem uma vasta experiência no desenvolvimento de terapêuticas para desordens motoras" e partilha "a visão de longo prazo da farmacêutica portuguesa para este medicamento".

Segundo a Neurocrine, o acesso ao novo medicamento, após aprovação da FDA, vai "impulsionar" a estrutura comercial da companhia e pode chegar aos cerca de um milhão de pessoas que sofrem de Parkinson nos Estados Unidos.

Em janeiro, a Bial e o Estado português assinaram um contrato de investimento dee 37,4 milhões de euros para investigação nas áreas dos sistemas nervoso central e cardiovascular.