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Abertura da bolsa. BCP volta às perdas

Na abertura da sessão desta sexta-feira na bolsa de Lisboa, é o BCP quem lidera as perdas

E um dia depois da enxurrada de 14.169.365.580 novas ações ter inundado o mercado, o BCP volta a negociar esta sexta-feira abaixo da linha de água. Na abertura da sessão, perde 1,16% (14,5 cêntimos), liderando as perdas na bolsa portuguesa seguido pela REN e EDP. Nas valorizações, destacam-se o BPI, Pharol e Sonae Capital

Esta quinta-feira, o BCP registou um novo mínimo histórico (13,27 cêntimos), mas conseguiu anular a queda de 6,5%, terminando a sessão nos 14,67 cêntimos e uma valorização ligeira (0,48%).

Os acionistas subscreveram as novas ações a 9,4 cêntimos, Mas, a comparação válida deve ser feita com quem comprou direitos na casa dos 60 cêntimos e que ficaram com as novas ações a 13 cêntimos cada. Ainda estão a ganhar, mas a correção verificada na terça e quarta-feiras (16%) reduziu drasticamente a margem de lucro potencial.

Desconto e ameaças

À cotação atual, a capitalização do BCP é de 2,21 mil milhões de euros, a oitava do mercado. Um desconto de 1,5 mil milhões face aos cálculos da generalidade das casas de corretagem.

O desconto parece justificável face às ameaças que o BCP enfrenta – a exposição ao Novo Banco (1000 milhões de euros), insuficiências de provisões para crédito duvidoso e a incerteza polaca sobre quem fica com as perdas do crédito à habitação em francos suíços (o BCP financiou 5 mil milhões de euros).

Os resultados 2016, que serão anunciados em março, são outra fonte de preocupação. Os analistas receiam mais uma limpeza de balanço. Em Espanha, o Banco Popular após aumento e capital recente, desiludiu nos resultados com perdas gigantescas (3,48 mil milhões) – e isso não ajuda à confiança na banca.