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Estado revê em alta reembolso antecipado ao FMI este ano para €1,7 mil milhões

Esta revisão em alta do valor a devolver ao FMI em 2017 é acompanhada por aumento das necessidades de financiamento

O Estado português espera agora reembolsar antecipadamente 1,7 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) este ano, um valor que está acima do previsto em janeiro, de acordo com uma nota do IGCP.

O IGCP publica mensalmente uma nota aos investidores e, no relatório de fevereiro que foi recentemente publicado, o IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida indica que pretende devolver 1,7 mil milhões de euros ao FMI em 2017, acima da estimativa de janeiro de serem devolvidos apenas 1,5 mil milhões de euros.

Esta revisão em alta do valor a devolver ao FMI em 2017 é acompanhada por aumento das necessidades de financiamento, que a agência liderada por Cristina Casalinho espera agora que totalizem os 21,1 mil milhões de euros (mais 800 milhões de euros do que há um mês).

Para 2018 e para 2019, continua a prever-se o reembolso de 3,5 mil milhões e 1,5 mil milhões de euros, respetivamente, e, para 2020, o IGCP antecipa a devolução de 2,5 mil milhões de euros (quando em janeiro esperava reembolsar 2,7 mil milhões de euros).

Em novembro do ano passado foi realizado o último reembolso antecipado ao FMI, no valor de 2 mil milhões de euros, tendo o Governo na altura afirmado que o Estado português já amortizou antecipadamente 42,6% do empréstimo total inicial.