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BPI: Fitch tira banco de 'lixo' e dá 'rating' de investimento após domínio do CaixaBank

Luís Barra

A Fitch melhorou a nota do banco ainda liderado por Fernando Ulrich (que em abril contará com a liderança executiva Pablo Forrero) porque, sustenta, há uma “elevada probabilidade” de o CaixaBank acorrer com capital ao banco “em caso de necessidade”

A agência de notação financeira Fitch aumentou o 'rating' do BPI na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) que deu o domínio maioritário do banco ao grupo espanhol CaixaBank.

De acordo com a informação comunicada, a nota de crédito de longo prazo do BPI passou de BB (nível de 'lixo', especulativo) para BBB-, o nível mais baixo dentro de investimento, e a perspetiva passou a "positiva".

A Fitch melhorou a nota do banco ainda liderado por Fernando Ulrich (que em abril contará com a liderança executiva Pablo Forrero) porque, sustenta, há uma "elevada probabilidade" de o CaixaBank acorrer com capital ao banco "em caso de necessidade".

Aliás, é o suporte do CaixaBank ao BPI que permite que este fique com uma nota (de BBB-) acima da atribuída à República de Portugal, que está ainda em 'lixo' (BB+).

A agência de 'rating' Ficth considera ainda que a capitalização do BPI atualmente é adequada, apesar de o banco vir a precisar de emitir 206 milhões de euros em dívida subordinada para cumprir exigências do Banco Central Europeu (BCE), obrigações que deverão ser subscritas precisamente pelo CaixaBank.

No âmbito da OPA ao BPI, que foi concretizada esta semana, o CaixaBank conseguiu 84,5% do capital social do banco.

A 'holding' angolana Santoro (de Isabel dos Santos), até agora segundo maior acionista do banco (18,5%), saiu da estrutura acionista, assim como o grupo português Violas Ferreira e o Banco BIC (que Isabel dos Santos também controla), ambos com participações acima de 2%.

Dos principais acionistas mantém-se apenas a seguradora Allianz (8%), que tem um acordo com o BPI para a colocação dos seus produtos.