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Rui Horta e Costa, arguido na Operação Marquês, sai da administração dos CTT

Rui Horta e Costa, administrador não executivo dos CTT e um nome proposto para um novo mandato, renunciou ao cargo depois de ter sido constituído arguido na Operação Marquês

O Correio da Manhã noticiou esta quarta-feira que Rui Horta e Costa é o 21º arguido da Operação Marquês, processo que envolve o ex-primeiro-ministro, José Sócrates. Poucas horas depois, às 13h53, os CTT enviaram um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a afirmar que o gestor renunciou ao cargo de administrador e já não é candidato à mesma função para o próximo mandato, como foi anunciado esta semana.

"Rui Oliveira Horta e Costa comunicou hoje a esta sociedade a sua renúncia ao cargo de administrador não-executivo dos CTT, assim como a sua indisponibilidade para o exercício de idênticas funções no mandato de 2017-2019, por motivos pessoais", lê-se no comunicado dos Correios. O Expresso tentou sem sucesso obter um comentário de Rui Horta e Costa.

Os gestor, que já passou pela administração da EDP e da REN, está indiciado por crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Tornou-se arguido, segundo o Correio de Manhã, na sequência da Operação Marquês, e por via da sua ligação como administrador e acionista de Vale de Lobo, um empreendimento imobiliário no Algarve, financiado pela CGD, quando Carlos Santos Ferrreira e Armando Vara lideravam o banco público.

O jornal diz que Rui Horta e Costa é suspeito de, a par de Diogo Gaspar Ferreira, ter promovido o pagamento ilícito de dois milhões de euros a Armando Vara e Carlos Santos Silva (amigo de José Sócrates), na sequência do negócio de Vale do Lobo. Era uma parcela de dinheiro não declarada no negócio de venda de um lote de terreno em Vale do Lobo ao holandês Sander van Gelder.

A Caixa recorde-se tornou-se em 2006 acionista do empreendimento, com uma participação de 25% do capital, e financiou grande parte do investimento. A dívida de Vale do Lobo ao banco público era superior a 300 milhões de euros em 2014, quando a Caixa estava a tentar vender o empreendimento. Ainda não conseguiu vender.

Foi Rui Horta e Costa, diz o Correio da Manhã, quem com Diogo Gaspar Ferreira, começou as negociações com a Caixa, tendo como interlocutor Armando Vara e os diretores do banco público. Os restantes parceiros de negócio eram Hélder Bataglia, Luís Horta e Costa e Pedro Ferreira Neto, todos eles ligados à ESCOM, de que era acionista o Grupo Espírito Santo (GES).

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