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“Não me preocupa o BPI ser  uma sucursal de um banco espanhol”, defende Artur Santos Silva

Luis Barra

Artur Santos Silva, o ainda presidente do conselho de administração do BPI, diz-se confortável com o facto de o controlo do banco que fundou ter passado para o espanhol Caixabank. "A melhor solução para o BPI foi esta. Não me preocupa ser uma sucursal de um banco espanhol", defendeu

Anabela Campos

Anabela Campos

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Luís Barra

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O fundador do banco, Artur Santos Silva reconheceu que a saída do capital do BPI do acionista histórico brasileiro Itaú, na altura em que entrou a Troika, abriu caminho para o desequilíbrio entre os acionistas e para a situação que temos hoje. Ou seja, o BPI controlado em 84,51% pelo Caixabank.

"Quando a troika entrou, o Itaú pensou que o destino de Portugal ia ser o mesmo que o da Grécia, e que o BPI iria ter o mesmo destino que os bancos gregos, e quis sair. Isso desiquilibrou a estrutura acionista do banco", afirmou o banqueiro que fundou o BPI há 35 anos. Santos Silva já tinha sublinhado antes que o Caixabank irá manter a sede do BPI em Lisboa.

Opção de saída do Itaú, acrescentou Santos Silva, "conduziu a que dois acionistas do banco (o Caixabank e a Santoro de Isabel dos Santos) passassem a ter quase 70% do capital".

O destino estava traçado, e o caminho estava aberto para o banco catalão. "Nessa medida a melhor solução que temos para o presente e o futuro é esta. Para sermos um melhor banco para a economia portuguesa, estamos com os acionistas certos, o Caixabank e a Alliaz ", defendeu.

A seguradora alemã Allianz, parceiro histórico do BPI, manteve a sua posição de 8,4% no banco.

Santos Silva elogiou a parceria com a Allianz, defendendo que a seguradora alemã respondeu "sempre de maneira positiva" aos desafios do BPI e respeitava as decisões "desde que se mantivessem as regras de boa governação". "A Allianz esteve sempre alinhada com os interesses do banco", sublinhou o banqueiro.

"O Caixabank quer que o BPI tenha o centro de decisão em Lisboa", frisou ainda Artur Santos Silva, na conferência de imprensa conjunta que deu com o presidente do Caixabank, Gonzalo Gortázar, e com Fernando Ulrich, ainda presidente do BPI.

E acrescentou: "O sector bancário está na situação todos sabem. Esta é uma grande solução para os clientes e os trabalhadores do BPI. E espero que sirva melhor o país". O que é importante, diz Santos Silva, é que "o BPI tenha uma base sólida".