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Fosun e Sonangol firmes no BCP após aumento de capital

As ações do BCP estão em terreno ligeiramente negativo na Bolsa de Lisboa, após aumento de capital. Fosun investiu 374 milhões de euros para ficar com 23,29%. Sonangol reforçou para 15,24%

A corrida ao aumento de capital do BCP, concluído na sexta-feira, impediu que a Fosun ficasse com 30% do capital, mas permitiu-lhe subir a sua participação de 167% para 23,29%, anunciou esta terça-feira o grupo chinês. A Fosun aplicou nesta operação 174,5 milhões de euros, o que eleva o investimento no banco português para 548 milhões de euros, uma investida que lhe permitiu tornar-se o maior acionista do banco fundado por Jorge Jardim Gonçalves e hoje liderado por Nuno Amado.

Já a petrolífera Sonangol reforçou a sua participação em cerca de 1% para 15,24%. Apesar de se tratar de apenas um ligeiro aumento, o facto de a Sonangol não ter optado pela diluição da sua participação é, para os analistas, um sinal de que a petrolífera angolana está empenhada em manter o poder no BCP. Uma vontade que se acentua depois de a Santoro de Isabel dos Santos, hoje presidente da Sonangol, ter vendido a sua posição no BPI.

A meio da sessão as ações do BCP estavam a cair 0,76% para 15,58 cêntimos. O BCP está a ser influenciado sobretudo pela tendência do sector, que esta quarta-feira é negativa.

Parte do aumento de capital do BCP, no montante de 1,3 mil milhões de euros, será usado para reembolsar o Estado das obrigações convertíveis (CoCos). O BCP já disse que irá pagar os 700 milhões que ainda têm em CoCos em breve.