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Concluída a OPA, BPI cai mais de 5%

nuno fox

Com o controlo nas mãos do catalão Caixabank, e sem o efeito da oferta pública de aquisilção. as ações do BPI estão em queda e a registar mínimos desde setembro

O BPI arrancou a sessão desta quarta-feira em queda acentuada, com os títulos a perder mais de 5%, para 1,066 euros, bem abaixo dos 1,134 euros oferecidos pelo Caixabank, na oferta pública de aquisição (OPA) concluída na terça-feira.

Sem o efeito da OPA, e com a perspetiva de ficar com a liquidez muito reduzida, as ações do BPI perdem o gás e desvalorizam, sublinha um analista ouvido pelo Expresso. A falta de liquidez é agora um dos maiores riscos do BPI em bolsa. O mesmo analista lembra que os espanhóis compraram o BPI sem prémio de controlo e só o conseguiram por que chegaram a acordo com a angolana Unitel e Isabel dos Santos no Banco de Fomento Angola (BFA), cendendo-lhe os controlo.

Esta quarta-feira ficar-se-á a saber quanto capital do BPI passou para as mãos do Caixabank, mas tudo indica que a participação será superior a 75%. Isabel dos Santos (18,6%), o grupo Violas (2,6%) e o BIC (cerca de 2%) venderam as suas participações. Também terão alienado participações acionistas, que embora não sejam qualificados, têm posições à volta de 1% do capital. Resta apurar se a alemã Allianz se desfez dos seus 8,4%.

Segundo o jornal "Público", a seguradora terá mantido a posição para assegurar a colocação dos seus produtos. Mas há analista a admitir que poderá ter vendido. Os resultados da OPA serão conhecidos esta quarta-feira às 16:30 e só nessa altura se saberá com certeza, quem vendeu e com quanto ficou o Caixabank. Se ficar com mais de 90% do capital, poderá lançar uma OPA potestativa e tirar o banco de bolsa.

O Caixabank estima que as sinergias conseguidas com a OPA do BPI poderão ascender a 120 milhões de euros em dois anos. O banco catalão olha para o BPI numa perspetiva ibérica, e os analistas sublinham que certamente irá cortar custos no banco português, o que significará também menos trabalhadores.